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sexta-feira, 30 de maio de 2014

A raça Santa Inês



ORIGEM - É uma raça desenvolvida no nordeste brasileiro, 
        resultante do cruzamento intercorrente das raças Bergamacia, Morada 
        Nova, Somalis e outros ovinos sem raça definida (SRD).

        Sendo as características atuais um produto da seleção 
        natural e dos trabalhos de técnicos e criadores fixando-as através 
        de seleção genealógica.

        A tese de sua origem é confirmada pelas suas características.

        O porte do Santa Inês, o tipo de orelhas, o formato da cabeça 
        e os vestígios de lã evidenciam a participação 
        do Bergamácia, bem como a condição de deslanado e 
        as pelagens, correspondem ao Morada Nova. A participação 
        do Somális é evidenciada pela apresentação 
        de alguma gordura em torno da implantação da cauda, quando 
        o animal esta muito gordo.

     
ASPECTO GERAL - Animal deslanado, com pêlos curtos e sedosos, de 
        grande porte com média de peso para macho de 80 a 120 Kg e para 
        as fêmeas de 60 a 90 Kg, com excelente qualidade de carne e baixo 
        teor de gordura, pele de altíssima qualidade, rústicos e 
        precoces, adaptável a qualquer sistema de criação 
        e pastagem, e as mais diversas regiões do país. Fêmeas 
        prolíferas e com boa habilidade materna.

     
CABEÇA - Tamanho médio, com perfil semi-convexo, mocha, 
        focinho alongado, boa separação entre os olhos, mucosas 
        nasais pigmentadas (com exceção da variedade branca); Orelhas 
        carnudas ,de tamanho médio, em forma de lança, cobertas 
        de pêlos, com inserção firme e um pouco inclinadas 
        na direção do comprimento da cabeça. Olhos redondos 
        e brilhantes, narinas proeminentes e dilatadas. Fronte curta, larga e 
        reta, com boa distância entre os olhos.

     
PESCOÇO - De tamanho regular, alongado nas fêmeas, e curto 
        e forte nos machos, bem inserido no corpo. Com ou sem brincos.

     
PEITO - Largo, arredondado e um pouco proeminente.

     
CORPO 

        - Tronco forte, quartos dianteiros e traseiros grandes, com boa cobertura 
        de carne, de ossatura vigorosa.

        - Dorso reto, podendo apresentar pequena depressão atrás 
        da cernelha;

        - Costilhar com arqueamento profundo e longo

        - Garupa levemente inclinada, tendo apoio em quartos fortes e bem colocados;

        - Cauda de comprimento médio. Com base larga afinando proporcionalmente, 
        tendo como limite de comprimento o jarrete, coberta de pêlos finos 
        e sedosos.

     
MEMBROS - Com ossos vigorosos; Cascos de acordo com a cor das mucosas 
        nasais e oculares. Nas pelagens pretas, vermelhas ou chitadas o casco 
        deve ser escuro podendo apresentar rajas claras. Casco branco somente 
        é permitido nos animais de pelagem branca.

        Os membros anteriores com paleta corretamente ajustadas, de posição 
        oblíqua. Membros posteriores com coxas largas, compridas e de boa 
        cobertura muscular.

     
PELAGEM - A raça apresenta as seguintes pelagens: Castanha, Vermelha, 
        Preta, Chitada de preto e branco e Chitada de vermelho e branco

     
APTIDÕES - Raça de carne e pele. Fêmeas prolíferas 
        e boas criadeiras, com freqüentes partos duplos e excelente capacidade 
        leiteira.

     
ADAPTAÇÃO - Adapta-se bem a ambientes com bons recursos 
        forrageiros, pois é exigente quanto à alimentação.

     
DEFEITOS

        - Mucosas nasais e cascos brancos nas pelagens de cor preta ou vermelha;

        - Porte pequeno;

        - Cobertura muscular deficiente nos quartos, no lombo e na garupa;

        - Orelhas frouxamente inseridas, com inserção baixa, grandes 
        e pesadas, passando da comissura labial, estreita em sua porção 
        medial, com ponta virada e textura fina, também orelhas pequenas 
        em forma de concha;

        - Perfil ultra-convexo;

        - Nuca e fronte estreita ;

        - Presença de chifres ou de rudimentos firmes;

        - Má formações bucais ( prognatismo, retrognatismo)

        - Aprumos defeituosos;

        - Ossos muito finos, constituição débil;

        - Cernelha muito saliente e mal ajustada ao pescoço e paletas; 
        Garupa excessivamente inclinada, curta com pouca cobertura muscular.

        - Lordose, cifose, escoliose;

        - Tronco muito curto;

        - Excesso de acumulo de gordura e de pele na base da cauda. Cauda muito 
        fina com pêlos grossos e ásperos, comprimento passando dos 
        jarretes. 

        - Monorquidismo, criptorquidismo ou acentuada assimetria testicular;

        - Acentuado desvios de aprumos.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

COMO ESCOLHER UM REPRODUTOR

A IMPORTÂNCIA DO REPRODUTOR


A importância do reprodutor para a rentabilidade de uma criação de ovinos é, frequentemente, subestimada. A escolha do macho é uma das decisões de maior impacto no desempenho futuro do rebanho. A figura abaixo mostra como a genética dos machos vai substituindo a genética original das ovelhas ao longo de 4 gerações.
O progresso genético dos rebanhos comerciais depende do avanço realizado nos rebanhos puros de onde os reprodutores são adquiridos. Rregra geral o valor genético do rebanho comercial acompanha o dos rebanhos puros com uma diferença de 2 gerações (cerca de 6 anos) .
Lembre-se: um bom reprodutor, ou o seu sêmen, custa apenas alguns quilos de cordeiros, um mau reprodutor provocará baixo desempenho em todo o rebanho.
 
 
COMO ESCOLHER UM REPRODUTOR
Dicas
Identifique qual o uso que você fará do reprodutor: Produção de matrizes de reposição? Produção de cordeiros para abate? Duplo propósito?
Identifique qual a disponibilidade forrageira do seu sistema de produção. Se for abundante pode-se pensar em animais de maior porte e com maior velocidade de ganho pré desmama. Se houver deficiência por longos períodos é melhor optar por uma genética de menor porte e menor velocidade de ganho em peso.
Verifique agora as "especificações técnicas" do seu candidato a reprodutor. Elas são a parte mais importante da sua decisão. As especificações mais confiáveis são as DEPs - diferença esperada de progênie, obtidas através de um programa de avalição genética. DNASergipe utiliza este método científico, produzido pelo programa ASCCO/USP na sua seleção.
Verifique se o animal tem DEPs adequadas para o uso do reprodutor e disponibilidade forrageira do seu sistema de produção.
Complemente a análise com o perfil RAMPES do seu candidato, para compatibilizar a funcionalidade com o tipo.”
O animal deve ter entre 01 e 05 anos de idade. Animais muito jovens podem morrer e os mais velhos têm vida útil menor.
Agora confira as características físicas do animal.
  • Teste a libido colocando-o junto a uma fêmea
  • Deve ser alerta e ativo
  • Boca com dentes em perfeito estado e oclusão normal
  • Narinas e olhos livres de corrimentos e injúrias
  • Pernas e cascos - observe o animal se locomovendo, não deve haver nenhum sinal de dor ou dificuldade para se movimentar. os membros devem estar bem aprumados, sem desvios com boletos e quartelas firmes, os jarretes devem estar bem separados entre si.
  • Inspecione o aparelho reprodutor: Os testiculos devem ser grandes e bem posicionados, o pênis livre para a exposição correta
  • O animal deve ter a aparência masculina
  • Verifique a cobertura muscular que deve ser evidente e sem excessos de gordura
  • A estrutura corporal deve ter uma garupa comprida e larga , com bom arqueamento das costelas.
O que fazer quando o novo reprodutor chegar
Verifique com antecedência o regime alimentar que o reprodutor recebia e faça uma transição suave para a alimentação disponível na sua propriedade.
Aplique uma dose de vermífugo e vacine-o contra a enterotoxemia.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Ovinos Santa Inês



OVINO SANTA INÊS: O FUTURO DA OVINOCULTURA MUNDIAL

O ovino da raça Santa Inês é um ovino deslanado, originário do Nordeste do Brasil, e formado supostamente pêlos cruzamentos aleatórios das raças Bergamácia, Morada Nova e Somalis. Após décadas de seleção, ele se tornou um produto muito cobiçado por países que têm na ovinocultura uma atividade importante.

O Santa Inês tem o padrão racial homologado pelo ministério da Agricultura e praticado pela Arco – associação Brasileira de criadores de Ovinos como: Ovino deslanado, de grande porte, mocho, com pelagem variada, machos adultos com 80 a 100 kg, fêmeas adultas com 60 a 70 kg.

Cabeça, de tamanho médio, com perfil semi-convexo, focinho alongado, boa separação entre os olhos, narinas proeminentes com mucosas pigmentadas, orelhas carnudas, coberta de pelos com forma de lança, tamanho médio, inserção firme e um pouco inclinadas na direção do comprimento da cabeça, pescoço de tamanho regular, alongado bem inserido no corpo, com ou sem brincos, corpo de tronco forte, quartos dianteiros e trazeiros grandes, de ossatura vigorosa, dorso tendendo a reto podendo apresentar pequena depressão na cernelha, garupa levemente inclinada, tendo apoio em quartos fortes e bem colocados, cauda de comprimento médio, não passando dos jarretes, membros com ossos vigorosos, cascos escuros ou brancos, de acordo com a cor das mucosas nasais e orbitas oculares, com pelagem das cores pretas, vermelha e branca e suas combinações, tem aptidão para produção de carne e pele, fêmeas proliferas e boas criadeiras, com freqüentes partos duplos, e excelente capacidade leiteira, adapta-se a ambiente com bons recursos forrageiros, pois é exigente quanto à alimentação.

São defeitos desclassificatórios: mucosas nasais e cascos brancos nas pelagens de cor, porte pequeno, cobertura muscular deficiente nos quartos, no lombo e na garupa, orelhas penduradas na inserção, perfil da cabeça ultra-convexo, nuca estreita, presença de chifres ou rudimentos de chifres, monorquidia, criptorquidia e hipoplasia de testículos, prognatismo, lordose, cifose e tronco excessivamente curto, falhas de aprumos e ossos finos.

O ovino Santa Inês tem a principal finalidade de produzir carne, os criadores através da seleção e manejo alimentar, vem melhorando sua carcaça, colocando mais carne no traseiro, no lombo e na cobertura da palheta, ficando a carcaça mais próxima do que podemos chamar de ovino tipo carne. Isso foi conseguido com muitos anos de trabalho de seleção, pois a Santa Inês não foi formado por cruzamentos programados, é uma raça formada por cruzamentos de ovinos que não eram produtoras de carne por excelência.

O melhoramento é notório se compararmos a vinte anos atrás, a raça era muito heterogênia, tendo vários tipos em diversas regiões, se pregava que o verdadeiro Santa Inês era o vermelho, outros achavam que era o preto, os de pelagem preto e branco, vermelho e branco e branco sofriam preconceitos.

Hoje já se consegue uma homogeneidade relativa, os próprios criadores se incoberam de produzir um carneiro para o mercado, de corpo médio, carnudo, com bons aprumos, precoce, e que atendesse todos os requisitos do padrão racial.

Porém alguns entendidos,temem em afirmar que o verdadeiro Santa Inês é o que nós criávamos a 20 anos atrás, pernaltas, pobres de lombo, sem culote sem nenhuma melhoria zootécnica ou seja, todo o trabalho de melhoramento não tiveram resultados pois na opinião desses entendidos o melhoramento só ocorreu com a introdução de sangue “exóticos” no Santa Inês.

O verdadeiro Santa Inês não existe, pois é uma raça em formação, ainda hoje é aceito o registro em livro aberto (base) para fêmea, desde que esteja dentro do padrão racial, não necessariamente ovinos cruzados das raças bergamacia, morada nova e somalis.

Fundada em Salvador em julho de 1999, a Associação Brasileira de Ovinos Santa Inês e que hoje tem sua sede em Alagoas, foi formada com a finalidade de em pouco tempo associar a maior quantidade possível de criadores para termos uma representatividade no cenário da ovinocultura nacional, e assim que esse número for representativo será aberto um fórum de debates, para discutir o padrão racial com embasamento técnico e racionalidade, o importante e que estamos avançando, países como Tailândia, Portugal, Argentina e Peru já tem exemplares do nossa raça, Alemanha, Estados Unidos e África do Sul já se mostraram interessados em importar nosso Santa Inês.